Na realidade há imensas coisas que dava jeito que ela percebesse. Por exemplo que quando tiro o biberão para lhe limpar a boca, há sempre mais leite logo a seguir. Ou que quando pego na chucha para a ir passar por água, regresso num instante, tanto eu como a chucha. Não é preciso entrar logo em stress com braços e pernas a tremer. Mas aquilo que dava mesmo, mesmo, mesmo jeito que ela percebesse, é que quando sou obrigada a parar o carro num semáforo encarnado, eu prometo, prometo, prometo que volto logo a arrancar. Não é preciso gritar como se o mundo tivesse acabado. Malditos semáforos!terça-feira, 17 de junho de 2014
Aquilo que eu gostava mesmo de conseguir explicar à Belotinha
Na realidade há imensas coisas que dava jeito que ela percebesse. Por exemplo que quando tiro o biberão para lhe limpar a boca, há sempre mais leite logo a seguir. Ou que quando pego na chucha para a ir passar por água, regresso num instante, tanto eu como a chucha. Não é preciso entrar logo em stress com braços e pernas a tremer. Mas aquilo que dava mesmo, mesmo, mesmo jeito que ela percebesse, é que quando sou obrigada a parar o carro num semáforo encarnado, eu prometo, prometo, prometo que volto logo a arrancar. Não é preciso gritar como se o mundo tivesse acabado. Malditos semáforos!segunda-feira, 16 de junho de 2014
Baby gadgets (e outras coisas que dão jeito) #1: Doodoo Babiage
O ursinho Doodoo da Babiage foi-nos oferecido antes do nascimento da Belotinha. A premissa é bastante simples. Um boneco de peluche, com um aparelho no interior que reproduz o som que os bebés ouvem enquanto estão no útero. Basicamente soa a algo como electricidade estática e um coração a bater. A ideia é que o som familiar os acalme. E pois que acalma! Pelo menos connosco funcionou na perfeição. É preciso começar a usar o mais cedo possível e nós levámos o nosso logo para a maternidade (sem o ursinho, que é muito grande para um recém-nascido) e de cada vez que a Belotinha chorava, aquilo ligava-se (activa-se automaticamente com o choro do bebé) e ela parava imediatamente. Tiro e queda. Muito sossego nos deu, e houve noites em que já nem eu sabia dormir sem aquilo. Agora que a Belotinha tem quase 4 meses, já não funciona durante o dia, mas se a vir irrequita durante a noite, ligo o aparelho e ela acalma num segundo. Parece magia. E não passamos sem ele cá em casa.
(Está à venda em diversas lojas para bebés, o nosso veio do El Corte Inglés)
sábado, 14 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Sonho #1 (sonho do pai enquanto eu ainda estava grávida)
"Estava a sonhar que estava num sítio cheio de quartos para bebés. Havia um todo forrado de pimentos que os acalmava. E também havia um de ovos cozidos. E já não podíamos ir para o Algarve porque já não havia lá tomates para a salada."
É o que dá adormecer depois de três episódios de Masterchef.
É o que dá adormecer depois de três episódios de Masterchef.
O que esperar daqui
Pois, ainda não sei muito bem. Sei que não funcionará à base de fotografias da Belotinha, relatórios do dia dela ou das marcas que veste (vá, tenho a certeza que também falarei disso, mas não será rotina diária). Não existirão termos como "baby x", "princesa" e afins. Para tudo isso existem blogues muito melhores do que este. Partilharei dicas e conselhos que funcionam cá em casa e que podem ajudar alguém. Afinal, é um baby blog. Mas acima de tudo, continuarão a existir os disparates que já existiam no outro lado. Disso tenho a certeza. Basta ver o post já a seguir.
terça-feira, 10 de junho de 2014
A Belota e esta coisa de criar pessoas de raíz
No mês passado tive vontade de vir escrever no blog. Senti que era a pessoa mais importante do mundo e que toda a gente, em todos os cantinhos do planeta, assinalava o meu maior feito. Celebrei o meu primeiro dia da mãe como mãe.
Depois de não sei quantos anos por aqui a dar e receber conselhos sobre saídas, engates, visões femininas e masculinas do mundo, e o fantástico (leia-se chanfrado) universo das relações amorosas, dei por mim com uma Belotinha de dois meses e meio nos braços.
E podia dizer "a minha vida mudou radicalmente". E mudou. Mas não no sentido de que deixei de fazer as coisas que fazia antes ou que prescindi de mim e da minha vida habitual. O que aconteceu foi que as coisas passaram a ter outro sentido. O computador avariou com projectos e as histórias dos últimos anos lá dentro, o telemóvel ficou submerso debaixo de uma garrafa de água (pai, a culpa não foi minha!) e perdeu notas e imagens, e, de repente, nada disso interessa, porque olho para pai e filha e tudo o que preciso está ali. E eu que nunca tinha pensado muito em ter filhos e que nem em pequena brincava aos pais e às mães (enfim, pelo menos não da forma mais correcta). E agora é isto que se vê!
Nesta casa trocam-se as fraldas em cima da mesa de snooker (que sirva para alguma coisa além de roubar o espaço da mesa de jantar), leva-se a criança ao pediatra com a roupa e a touca enfiadas aos contrário (isto da roupa de bebé é uma aventura), chama-se sra. engenheira à enfermeira do curso pré e pós-parto (tivemos a casa em obras durante muito tempo) e veterinária à pediatra (tive cão durante 10 anos, o bebé é novidade). E faz-se tudo isto com o maior dos sorrisos.
Quem seguiu este blog conhece o meu pai em toda a sua genialidade (e disparate) e depois há ainda a minha mãe, que é o melhor exemplo e a melhor do mundo. E vê-la com esta coisinha nova e pequenina nos braços, enquanto lhe sussurra com um sorriso o Frère Jacques, aquece-me todos os bocadinhos do coração. No mês passado foi dia da mãe. De todas as mães. E foi o meu primeiro.
Por aqui o copo não está nem meio cheio nem meio vazio. Está a transbordar. De felicidade. E às vezes apetece-me vir cá contar.
Obrigada menino das bolachas.
To Hell with the world. I can make my own people! - Jerry Seinfeld
*post originalmente publicado aqui.
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